PaLpItEs

Na política há pouco de esquerda e de direita. Há mais ou menos Estado, mais ou menos jobs, pessoas mais ou menos sérias e mais ou menos competentes. É sobre a acção de cada um dos agentes políticos que pretendo palpitar.Como estou sempre cheio de certezas, engano-me muitas vezes.Não gosto de ter inimigos mas tenho uma caderneta cheia de cromos. Vou ver se colecciono mais alguns.Bibós blogues!

Friday, September 10, 2004

O dever de exercer o direito de votar

Segundo uma sondagem do Washington Post, 46% dos norte-americanos estão preocupados com o estado da economia e da segurança social, enquanto que 43% se preocupam com a guerra no Iraque e o combate ao terrorismo. Ainda assim, os candidatos só falam do terrorismo e da guerra – mais uma – que fizeram no Vietnam. Como os senhores se julgam os polícias do mundo, imaginam que o resto do planeta está cheio de bandidos. Nem se dão ao trabalho de ouvir o eleitorado. Lá como cá, o problema é que a maioria das pessoas não se dá ao trabalho de votar.

Tenho saudades do rato Mickey

Há para aí um tipo que se diz de direita que não gostou de saber que vão ter de me ouvir por não me deixarem votar nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Podem ir ler em oinsubmisso.blogspot.com
O tipo de direita é o meu amigo David que trabalha aqui no meu jornal e também acredita no pai natal. Diz ele que os Estados Unidos mandam no mundo porque fizeram por isso.
Meu caro David,
A questão é que ninguém devia mandar no mundo, fizesse por isso ou não. Eu só quero votar no Presidente dos States porque o senhor quer mandar na minha vida. Por mim, se acertarmos que cada um sabe de si, o Presidente dos EUA pode ser o rato Mickey.

Vou ser luso-americano

Ao fim de umas horas, decidi que vou ser luso-americano. Tentarei palpitar sobre as figuras da nossa praça, sem esquecer de destilar algum veneno contra os senhores do mundo. Se não me deixam votar nas presidenciais americanas, vão ter de me ouvir.